
Madame Bovary na versão de 1991 do filme sobre a história
Pense numa personagem egoísta, fútil, mentirosa, safada, que não para diante de nada, destrói a vida daqueles que a devotaram a ela e você ainda não consegue culpá-la por nada disso! Enchantée, Madame Bovary.
Adúltera, mãe relapsa, consumidora compulsiva, mas também sonhadora. O único apego que aparenta ter é à ilusão de uma vida de luxo e badalação numa Paris notavelmente deslubrante em sua época, especialmente em detrimento à monotonia e limitação da vida e relações no campo, onde vive. A famigerada personagem idealizada por Gustave Flaubert, escritor francês do século XIX, irrita, enfurece, encurrala nosso julgamento moral.
À época em que foi publicado, em 1857 mais exatamente, também deu um nó na mente e capacidade de julgamento da sociedade, da justiça e do clero estabelecidos então. Flaubert foi levado ao tribunal por sua obra (e personagens), especificamente por dar uma grande banana para a moral e para os bons costumes da época, além de sapatear sobre os preceitos rígidos da religião católica. Durante um de seus julgamentos, uma frase ficou célebre, quando o escritor declarou que Madame Bovary não passava da expressão dele mesmo: “Madame Bovary c’est moi”.
Wikipédia Madame Bovary – leia mais sobre a obra
É um livro perturbador, sem dúvida. As 100 primeiras páginas são chatérrimas, devo confessar. Exceto pela descrição da vida de Carlos Bovary anterior à chegada de Ema em sua história, as descrições são longas demais e a chatice absurda da esposa é injustificável. A devoção do marido à sua beleza e a cegueira diante da sua indiferença chega a irritar. Na segunda parte do livro, as relações se tornam complexas e o universo pessoal de cada personagem enriquece muito. Novos personagens são adicionados e somos levados a uma mistura muito bem dosada e temperada de elementos que nos transportam para a época. MUITO BOM!

Destaque também para a descrição do que se passa no íntimo dos amantes de Ema quando a conhecem, os planos repugnantes para conquistá-la, tendo em vista suprir os desejos da carne, lançando iscas irresistíveis para a pobre alma infantil e vulgar de uma senhora que deveria ser de família. Embora uma mulher lúcida e suficientemente instruída para ter consciência dos erros que comete, Ema não se priva do prazer, por mais efêmero que seja. No entanto, ao conhecermos as reais intenções de seus homens e a maneira com se entrega eles, alguma coisa de ingenuidade paira sobre essa mulher.
Recomendo muito a leitura dessa obra, sei que há filmes baseados na história, mas não consegui encontrá-los para assistir ainda. Assim que ver comento aqui com vocês!
Estou lendo agora Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas e é FANTÁSTICO! Logo escrevo sobre ele aqui. E nos intervalos, As Crônicas de Nárnia, ADORÁVEL!
E vocês? O que andam lendo?
Beijos*
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SERVIÇO
Obra: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Páginas: 410
Editora: Martin Claret
Preço: a partir de R$ 14,00








Chérie
Li Madame Bovary há alguns anos atrás.Muito bom…adoro Flaubert!
Estou lendo muito.Vários autores…literaturas diversas.Bom para ficar por dentro de tudo.Grande beijo a você e leitores do Liberté!
Eu quero ler \o/
(Sempre tive vontade, depois de ler o que vc escreveu, só aumentou mais ainda, hehehe)
Ps.: Devo acrescentar que Crônicas de Nárnia e Os Três Mosqueteiros são dois livros simplesmente PER-FEI-TOS. <3 Amo, amo, amo.
Lerei em breve. =)
Ótima resenha!
Emi
“Madame Bovary” de Flaubert foi o primeiro romance a abordar o adultério feminino na Literatura. Após ele, apareceu em Portugal “O primo Basílio” de Eça de Queirós, também abordando o mesmo tema,ainda inédito na Literatura
Portuguesa.No Brasil, Machado de Assis lança “Dom Casmurro”, ironicamente insinuando o possível adultério de Capitu,a personagem principal. Os dois romances anteriores revelam o adultério feminino consumado,porém Machado
dá a oportunidade aos leitores de tirarem suas próprias conclusões,usando a metalinguagem como recurso para deixar o leitor participar da trama e julgar por si mesmo as atitudes de Capitu e de Escobar,seu marido. Acabei de ler “A
sombra do vento” do espanhol Carlos Ruiz Zafón,porém não é o gênero do qual gosto. Boas leituras!!!Beijos, Emi
Obrigada pela dica chérrie, eu precisava ler algum livro mesmo, obrigada por informar o preço, super em conta, a historia parece ser ótima
merci, bisous in your heart
Adorei a resenha, tenho o livro em casa mas infelizmente ainda não o lí… Beijos